Frases lapidares

“Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional.”    (Roger Crawford)

 

“Para ser feliz não é necessário ter aquilo que nos falta, e sim fazer uso adequado daquilo que temos.”   Clarice Lispector) 

 

Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.”  (Clarice Lispector)

 

“Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista. Preciso de paciência porque eu sou vários caminhos, inclusive o fatal beco sem saída.”  (Clarice Lispector)

 

“Mude… Mas comece devagar, porque a  direção é mais importante que a velocidade.”  (Edson Marques)

 

“São os pequenos brilhos que encantam,  os holofotes cegam.”  (Clarice Lispector)

 

“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.”  (Clarice Lispector)

 

“Sorrisos e abraços espontâneos me emocionam.  Palavras até me conquistam temporariamente. Mas atitudes me ganham para sempre”.   (Clarice Lispector)

 

” Um dos piores erros da humanidade é querer, mas não falar. Tentar, mas não lutar. Por isso que, enquanto os maus agem, os bons se calam.”  ( Bob MarIey )

 

“É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida.”  ( Bob MarIey )

 

“Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que já me coloca num nível bem mais alto do que o de qualquer político.”  (Charles Chaplin)

Como consertar o mundo

como consertar o mundo                   

 

                      Há alguns anos, contaram-me uma pequena estória que achei muito interessante, razão pela qual tentarei reproduzi-la aqui.

                      Um homem de negócios, por sinal muito atarefado, costumava levar para casa as pendências do escritório e ficava até altas horas envolto em seus problemas empresariais, não lhe sendo possível dispensar à esposa e ao filho de 5 anos a atenção devida. Consciente deste fato, procurava minimizar tão terrível comportamento reafirmando para si que agia daquela forma para garantir à família que amava um futuro confortável, livre da carência material que ele mesmo sentira em boa parte de sua vida, até obter o sucesso empresarial que gozava então.

                         Em mais uma noite de trabalho em casa, a mulher desiludida vai dormir, e o pimpolho, desta feita insone, fica brincando pela casa. Vez ou outra o filho ia até o pai e pedia que brincasse com ele. O pai respondia que não podia, pois tinha que terminar algumas planilhas, orçamentos e pedidos. O pequeno saía triste para brincar sozinho, até que se cansava e voltava para implorar a atenção do pai.

                          Como as intervenções do filho estavam ficando cada vez mais frequentes, o pai explicou-lhe que o seu trabalho era muito importante, mas que dentro de uma hora iria com certeza terminar e então poderia brincar com o menino.

                           Passados pouco mais de vinte minutos, o garoto volta e pergunta para o pai se já havia passado uma hora. Visivelmente irritado, o empresário procura uma alternativa para desvencilhar-se da insistência do filho, e tem a brilhante ideia de providenciar um ‘quebra-cabeça’ para entreter o menino. Pega uma tesoura e um mapa-mundi velho e o recorta em centenas de pedaços pequenos. Entrega para o filho  os pedaços recortados do mapa-mundi e manda o pequeno remontar a figura. O garoto sai feliz da vida para a sala e o pai, aliviado, tem certeza de que poderá terminar o serviço tranquilamente, pois até mesmo um adulto não conseguiria montar o ‘quebra-cabeça’ em menos de duas horas.

                             Para sua surpresa, contudo, dez minutos depois eis que o filho está  de volta, com largo sorriso no rosto, dizendo que tinha terminado a tarefa. Sem acreditar, o pai vai com o filho até a sala, e vê no chão o mapa-mundi montado perfeitamente, sem nenhuma peça faltando. Sem conseguir acreditar no que seus olhos viam, pergunta ao menino como ele conseguira tal proeza, ao que ele responde prontamente:

                             – É que enquanto o senhor recortava o papel, vi que do outro lado havia a figura de um homem. Então montei o ‘quebra-cabeça’ do lado do homem. Assim, consertando o homem, acabei consertando o mundo!

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Panteísmo e panenteísmo: distinção necessária

Leonardo Boff

Uma visão cosmológica radical e coerente afirma que o sujeito último de tudo o que ocorre é o próprio universo. É ele que faz emergir os seres, as complexidades, a biodiversidade, a consciência e os conteúdos desta consciência pois somos parte dele. Assim, antes de estar em nossa cabeça como idéia, a realidade de Deus estava no próprio universo. Porque estava lá, pôde irromper em nós. A partir desta compreensão se entende a imanência de Deus no universo. Deus vem misturado com todos os processos, sem perder-se dentro deles.  Antes, orienta a seta do tempo para a emergência de ordens cada vez mais complexas, dinâmicas (portanto, que se distanciam do equilíbrio para buscar novas adaptações) e carregadas de propósito. Deus comparece, na linguagem das tradições transculturais, como o Espírito criador e ordenador de tudo o que existe. Ela vem misturado com as coisas. Participa de seus desdobramentos, sofre com as…

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