Piadas do dia

01.

        Quando Deus fez o mundo, decidiu dar aos homens duas virtudes. E assim foi feito:
       – Os suíços, organizados e respeitadores da lei;
       – os ingleses,  corajosos e estudiosos;
       – os argentinos,  chatos  e arrogantes;
       – os  japoneses, trabalhadores e disciplinados;
       – os italianos, alegres e românticos;
       – os franceses, cultos e refinados;
       – os brasileiros, inteligentes, honestos e políticos.
       O anjo secretário anotou tudo, mas em seguida, ao conferir a lista, observou:
       – Senhor, a todos os povos foram atribuídas duas características, porém, aos brasileiros estão sendo dadas três! Isto não os fará superiores aos outros?
       – Bem observado, meu bom anjo. Vou corrigir. Como os brasileiros são por mim amados, manterão as três virtudes, mas para não desviar de minha justiça, poderão usar somente duas por vez, como os outros povos.
       É por isso que no Brasil, a pessoa, se for política e honesta, não pode ser inteligente; se for política e inteligente, não pode ser honesta; e por fim, se for honesta e inteligente, não  pode ser política.

 

02.

         A mulher falando  ao telefone  com  o marido:
            – Benzinho, nosso carro bateu!
            – Tudo bem, querida, isto acontece… Mas, diga-me, o outro carro apanhou muito?

 

03.

             – Estão falando que o Marcão  conseguiu arranjar um emprego.
             – Ah, eu já esperava. Aquele alí é capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro!

 

04.

             Duas amigas conversando:
             – Isto que o Paulo fez comigo  não  tem nome…
             – É, e se você bobear não vai ter nem sobrenome!

 

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Por que a implicância com o Barcelona e Messi?

                    Bem, ontem o Barcelona sofreu a sua primeira derrota nesta edição da Liga dos Campeões da Europa, e já começaram os disparates da “imprensa doméstica”, que sofre até hoje a frustração dos santistas e sua derrota espetacular no último mundial de clubes.

                    Pode até ser que o grande Barcelona fique fora das finais do certame, pois, como diria o Dadá Maravilha, “jogo é jogado, lambari é pescado”, e dentro das quatro linhas o imponderável costuma acontecer, como inclusive vimos ontem, com Messi e seus companheiros dominando completamente a partida e mesmo assim saindo derrotados por um tento a zero.

                      Mas tem nada não, independente do que resultar na próxima terça-feira na Espanha, dá para antever mais um grande espetáculo do Barcelona, maior time de  futebol da atualidade, e que é assim não por ter o maior jogador de futebol do mundo em seu elenco, mas por jogar realmente como uma equipe, com entrosamento, leveza e sem estrelismos. Ver o Barcelona em campo é simplesmente espetacular.

                      Transcrevo a seguir uma bela matéria publicada no Jornal Hoje Em Dia na coluna de Tião Martins, onde o grande cronista trata com competência do assunto, e com a devida licença, faço minhas as palavras dele:

 

Tião Martins

 

 

 

 

 

Lionel Messi Barcelona

                          Com raras e louváveis exceções, críticos de cinema, teatro, dança, artes plásticas, música e futebol gostam mais de si mesmos que do objeto de sua profissão. E tentam provar, a cada texto, que fariam melhor figura que Woody Allen, José Celso Martinez Corrêa, Deborah Colker, Adriana Varejão, Tom Jobim ou Lionel Messi.  Esses comentaristas não percebem a posição crítica em que se colocam, com a sua alma imortal vergonhosamente despida diante do respeitável público.
No caso de Lionel Messi, que deveria acrescentar Barcelona ao seu nome, o nacionalismo anacrônico dos nossos críticos de futebol chega a ser escandaloso.
Por ser ele argentino, certos profissionais do rádio e da TV devem achar que negar o talento do baixinho é ato de patriotismo. Aí, desandam a buscar defeitos em Messi e no Barcelona e apelam para a memória dos feitos de Pelé, Tostão, Garrincha e até Vavá.
O ridículo é tanto que contaminou o próprio Edson Arantes do Nascimento que, apanhado de surpresa, andou se comparando a Messi, porque lhe disseram que o craque do Barcelona teria dito que nunca o viu jogar e que o seu Rei do Futebol se chama Maradona. Parece até conversa de comadres, discutindo a graça, beleza e virgindade de suas filhas.
Um sujeito que desfruta da condição de ex-perna de pau e que hoje – somente hoje – arrisca uma crítica, o que dizer do Messi e dos seus companheiros? Por que será que tantos “especialistas” se sentem obrigados a negar qualquer valor ao Barcelona e seu estilo de jogo?
A questão não é simples, mas também não envolve um mistério insondável. E a resposta é quase banal: o Barcelona fez da nossa paixão nacional uma arte muito mais requintada e encantadora do que o sambão tradicional e ineficiente que sabemos fazer hoje. Mora aí, senhoras e senhores, o pecado mortal e imperdoável desse time impossível de conter, quando joga para vencer. Ou mesmo quando perde.
Embora apresente um futebol competitivo e até pratique empurrões e caneladas, o Barcelona jamais renuncia inteiramente ao show e à disciplina de um espetáculo de balé. Muitas vezes, a bola e o time adversário parecem ser apenas discretos coadjuvantes. E marcar o gol é parte de uma brilhante coreografia, que leva o público ao delírio no momento exato.
É cômico o esforço dos comentaristas para definir (ou descobrir) quem é o coreógrafo do Barcelona. Alguns dizem que é Pepe Guardiola, o técnico mais valorizado do mundo, neste momento. Mas há quem aposte em Xavi e quem diga que é Iniesta? Ou será Messi, o discreto e silencioso Messi, que inventa jogadas desmoralizantes e gols impossíveis?
O desprezo forçado que certos críticos dedicam a Messi e aos seus companheiros não passa de “patriotismo frustrado”. Eles sofrem ao ver que a Espanha lidera o ranking da Fifa, com o Uruguai em terceiro e o Brasil em sexto. E sabem que não temos – e nem teremos tão cedo – um grupo que sequer chegue perto da qualidade, beleza, disciplina e eficácia de que abusam os titulares do Barcelona.
Nosso futebol anda tosco, feio e improdutivo. São raros os artistas, os maestros e os coreógrafos. A genialidade, a disciplina e a autoconfiança se perderam. Não dançamos, não ousamos, não nos arriscamos. E até as vitórias, magras e tristes, falam de crise. Mas não é motivo para alguém perder a cabeça. Se não temos nada disso, o mundo também não tem. Ficou tudo igual.
Menos o Barcelona.

*** Tião Martins, para o Jornal Hoje Em Dia / Belo Horizonte

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Uma do George Bush

                     

                       Aconteceu quando George Bush era Presidente dos Estados Unidos.

                      Numa rodovia da Pensilvânia, quarta-feira a tarde, dia quente  e modorrento. Engarrafamento quilométrico que já durava horas. Vem um sujeito caminhando entre os carros, conversando com os motoristas e passageiros. Chega até o nosso personagem, depois de cumprimentá-lo esclarece:

                      – Tem um grupo extremista mais adiante  que fez o Presidente refém. Estão exigindo dez milhões de dólares para libertá-lo, caso contrário, irão incendiá-lo… Bem, estamos tentando fazer uma coleta entre nós mesmos para resolver a situação  mais rapidamente.

                     – E quanto já conseguiram arrecadar?

                     – Até o momento, conseguimos dez litros de gasolina e  cinco isqueiros.

"Mudança climática é questão moral", diz cientista da NASA

SEVERIN CARRELL
DO “GUARDIAN”

           Evitar as piores consequências da mudança climática provocada pelo ser humano é uma “grande questão moral” equivalente à escravidão, segundo o importante cientista climático da NASA professor Jim Hansen.
 
           Ele afirma que o acúmulo de consequências dispendiosas e destrutivas para a sociedade do futuro é uma “injustiça de uma geração para com as demais”.
 
           Hansen, que amanhã (10/4) receberá a prestigiosa Medalha de Edimburgo por sua contribuição à ciência, pedirá um imposto mundial sobre todas as emissões de carbono em seu discurso de aceitação.
 
          Em sua palestra, Hansen vai argumentar que o desafio diante das futuras gerações por causa da mudança climática é tão urgente que há necessidade de um imposto fixo global para forçar cortes imediatos no uso de combustível fóssil.
 
         Antes de receber o prêmio –que já foi dado a sir David Attenborough, ao ecologista James Lovelock e ao economista Amartya Sen–, Hansen disse ao “Guardian” que os últimos modelos climáticos mostraram que o planeta está à beira de uma emergência. Ele disse que a humanidade enfrenta repetidos desastres naturais causados por acontecimentos climáticos extremos que afetarão grandes áreas do planeta.
 
         “A situação que estamos criando para os jovens e as futuras gerações é que lhes entregamos um sistema climático potencialmente fora de seu controle”, ele disse. “Estamos em uma emergência: você pode ver o que está no horizonte para as próximas décadas, com os efeitos que terá sobre os ecossistemas, o nível do mar e a extinção de espécies.”
 
                                                     INFLUÊNCIA

           Aos 70 anos, Hansen é considerado uma das figuras mais influentes na ciência climática; o criador de um dos primeiros modelos climáticos globais, seu papel pioneiro ao advertir sobre o aquecimento global foi frequentemente citado por ativistas do clima, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, e em prêmios científicos anteriores, incluindo o prêmio Dan David, de US$ 1 milhão. Ele foi preso mais de uma vez por participar de protestos contra a energia carbonífera.
 
          Hansen vai afirmar em sua palestra que as atuais gerações têm o enorme dever moral para com seus filhos e netos de agir imediatamente. Descrevendo-o como uma questão de justiça Inter geracional, equivalente à abolição da escravidão, Hansen disse: “Nossos pais não sabiam que estavam causando um problema para as futuras gerações, mas nós só podemos fingir que não sabemos, porque a ciência hoje é cristalina.
 
          “Nós compreendemos o ciclo do carbono: o CO2 que colocamos no ar ficará em reservatórios na superfície e não voltará para a terra sólida durante milênios. O que a história da Terra nos diz é que há um limite de quanto podemos colocar no ar sem causar consequências desastrosas para as futuras gerações. Não podemos fingir que não sabíamos.”
 
           Hansen afirmou que sua proposta de um imposto global ao carbono se baseia nas últimas análises dos níveis de CO2 na atmosfera e seu impacto sobre as temperaturas globais e os padrões climáticos. Ele é coautor de um trabalho científico com outros 17 especialistas, entre eles cientistas climáticos, biólogos e economistas, que pedem um corte anual imediato de 6% nas emissões de CO2 e um crescimento substancial na cobertura florestal global, para evitar uma mudança climática catastrófica no final deste século.
 
             O trabalho, que foi aprovado por colegas cientistas e está nas etapas finais de publicação pelo Proceedings of the National Academy of Sciences, afirma que uma taxa global sobre os combustíveis fósseis é a ferramenta mais forte para obrigar as companhias energéticas e os consumidores a mudarem rapidamente para fontes de energia verdes e sem emissão de carbono. Em países maiores, isso incluiria a energia nuclear.
 
                                                  INVESTIMENTOS

               De acordo com essa proposta, a tarifa do carbono aumentaria ano a ano, e sua receita seria devolvida diretamente ao público como um dividendo igualmente compartilhado, e não colocada nos cofres do governo. Como o imposto aumentaria muito o custo da energia de combustíveis fósseis, os consumidores que contam com fontes de energia verdes ou de baixa emissão de carbono se beneficiariam mais, pois esse dividendo se acrescentaria às contas de combustível mais baratas.
 
             Isto promoveria um drástico aumento do investimento em desenvolvimento de fontes energéticas e tecnologias de baixo teor de carbono.
 
            Os muito ricos e os maiores usuários de energia, pessoas que têm várias casas, jatos particulares ou carros de alto consumo, também seriam obrigados a modificar drasticamente sua utilização da energia.
 
             No novo trabalho, Hansen, que é diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, e seus colegas advertem que, se não cortarmos as emissões de CO2 em 6% agora, em 2022 os cortes anuais precisarão atingir um nível mais drástico, de 15% ao ano.
 
             Se uma ação semelhante tivesse sido tomada em 2005, quando entrou em vigor o Protocolo de Kyoto sobre mudança climática, a redução da emissão de CO2 teria sido mais administrável, de 3% ao ano. A meta era retornar aos níveis de CO2 na atmosfera de 350 partes por milhão, em comparação com seu nível atual de 392 ppm.
 
             O trabalho, intitulado “Tese Científica para Evitar a Perigosa Mudança Climática e Proteger os Jovens e a Natureza”, também afirma que o desafio está crescendo por causa da corrida acelerada para encontrar novas fontes de petróleo, gás e carvão mais difíceis de alcançar –nas profundezas oceânicas, no Ártico e nas reservas de xisto.
 
             Hansen disse que as atuais tentativas de limitar as emissões de carbono foram “completamente ineficazes”, especialmente o mecanismo de negociação de emissões da União Europeia adotado sob o Protocolo de Kyoto, que restringe quanto CO2 uma indústria pode emitir antes que tenha de pagar uma taxa por excesso de emissão.
 
             Sob a proposta de imposto global do carbono, o mecanismo de controle do uso de combustível fóssil seria tirado das mãos de países individuais influenciados pelas empresas de energia e de políticos ansiosos para ganhar eleições.
 
            “Não pode ser definido por mudanças individuais específicas; tem de ser uma taxa crescente e para todos sobre as emissões de carbono”, disse Hansen. “Não podemos simplesmente dizer que existe um problema climático e deixá-lo a cargo dos políticos. Eles estão tão claramente sob a influência da indústria de combustíveis fósseis que apresentam soluções absurdas, que não são soluções. Essa é a conclusão final.”
 

Tradução de LUIZ ROBERTO MENDES GONÇALVES, para o Jornal Folha de São Paulo.

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