Uma do George Bush

                     

                       Aconteceu quando George Bush era Presidente dos Estados Unidos.

                      Numa rodovia da Pensilvânia, quarta-feira a tarde, dia quente  e modorrento. Engarrafamento quilométrico que já durava horas. Vem um sujeito caminhando entre os carros, conversando com os motoristas e passageiros. Chega até o nosso personagem, depois de cumprimentá-lo esclarece:

                      – Tem um grupo extremista mais adiante  que fez o Presidente refém. Estão exigindo dez milhões de dólares para libertá-lo, caso contrário, irão incendiá-lo… Bem, estamos tentando fazer uma coleta entre nós mesmos para resolver a situação  mais rapidamente.

                     – E quanto já conseguiram arrecadar?

                     – Até o momento, conseguimos dez litros de gasolina e  cinco isqueiros.

"Mudança climática é questão moral", diz cientista da NASA

SEVERIN CARRELL
DO “GUARDIAN”

           Evitar as piores consequências da mudança climática provocada pelo ser humano é uma “grande questão moral” equivalente à escravidão, segundo o importante cientista climático da NASA professor Jim Hansen.
 
           Ele afirma que o acúmulo de consequências dispendiosas e destrutivas para a sociedade do futuro é uma “injustiça de uma geração para com as demais”.
 
           Hansen, que amanhã (10/4) receberá a prestigiosa Medalha de Edimburgo por sua contribuição à ciência, pedirá um imposto mundial sobre todas as emissões de carbono em seu discurso de aceitação.
 
          Em sua palestra, Hansen vai argumentar que o desafio diante das futuras gerações por causa da mudança climática é tão urgente que há necessidade de um imposto fixo global para forçar cortes imediatos no uso de combustível fóssil.
 
         Antes de receber o prêmio –que já foi dado a sir David Attenborough, ao ecologista James Lovelock e ao economista Amartya Sen–, Hansen disse ao “Guardian” que os últimos modelos climáticos mostraram que o planeta está à beira de uma emergência. Ele disse que a humanidade enfrenta repetidos desastres naturais causados por acontecimentos climáticos extremos que afetarão grandes áreas do planeta.
 
         “A situação que estamos criando para os jovens e as futuras gerações é que lhes entregamos um sistema climático potencialmente fora de seu controle”, ele disse. “Estamos em uma emergência: você pode ver o que está no horizonte para as próximas décadas, com os efeitos que terá sobre os ecossistemas, o nível do mar e a extinção de espécies.”
 
                                                     INFLUÊNCIA

           Aos 70 anos, Hansen é considerado uma das figuras mais influentes na ciência climática; o criador de um dos primeiros modelos climáticos globais, seu papel pioneiro ao advertir sobre o aquecimento global foi frequentemente citado por ativistas do clima, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, e em prêmios científicos anteriores, incluindo o prêmio Dan David, de US$ 1 milhão. Ele foi preso mais de uma vez por participar de protestos contra a energia carbonífera.
 
          Hansen vai afirmar em sua palestra que as atuais gerações têm o enorme dever moral para com seus filhos e netos de agir imediatamente. Descrevendo-o como uma questão de justiça Inter geracional, equivalente à abolição da escravidão, Hansen disse: “Nossos pais não sabiam que estavam causando um problema para as futuras gerações, mas nós só podemos fingir que não sabemos, porque a ciência hoje é cristalina.
 
          “Nós compreendemos o ciclo do carbono: o CO2 que colocamos no ar ficará em reservatórios na superfície e não voltará para a terra sólida durante milênios. O que a história da Terra nos diz é que há um limite de quanto podemos colocar no ar sem causar consequências desastrosas para as futuras gerações. Não podemos fingir que não sabíamos.”
 
           Hansen afirmou que sua proposta de um imposto global ao carbono se baseia nas últimas análises dos níveis de CO2 na atmosfera e seu impacto sobre as temperaturas globais e os padrões climáticos. Ele é coautor de um trabalho científico com outros 17 especialistas, entre eles cientistas climáticos, biólogos e economistas, que pedem um corte anual imediato de 6% nas emissões de CO2 e um crescimento substancial na cobertura florestal global, para evitar uma mudança climática catastrófica no final deste século.
 
             O trabalho, que foi aprovado por colegas cientistas e está nas etapas finais de publicação pelo Proceedings of the National Academy of Sciences, afirma que uma taxa global sobre os combustíveis fósseis é a ferramenta mais forte para obrigar as companhias energéticas e os consumidores a mudarem rapidamente para fontes de energia verdes e sem emissão de carbono. Em países maiores, isso incluiria a energia nuclear.
 
                                                  INVESTIMENTOS

               De acordo com essa proposta, a tarifa do carbono aumentaria ano a ano, e sua receita seria devolvida diretamente ao público como um dividendo igualmente compartilhado, e não colocada nos cofres do governo. Como o imposto aumentaria muito o custo da energia de combustíveis fósseis, os consumidores que contam com fontes de energia verdes ou de baixa emissão de carbono se beneficiariam mais, pois esse dividendo se acrescentaria às contas de combustível mais baratas.
 
             Isto promoveria um drástico aumento do investimento em desenvolvimento de fontes energéticas e tecnologias de baixo teor de carbono.
 
            Os muito ricos e os maiores usuários de energia, pessoas que têm várias casas, jatos particulares ou carros de alto consumo, também seriam obrigados a modificar drasticamente sua utilização da energia.
 
             No novo trabalho, Hansen, que é diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, e seus colegas advertem que, se não cortarmos as emissões de CO2 em 6% agora, em 2022 os cortes anuais precisarão atingir um nível mais drástico, de 15% ao ano.
 
             Se uma ação semelhante tivesse sido tomada em 2005, quando entrou em vigor o Protocolo de Kyoto sobre mudança climática, a redução da emissão de CO2 teria sido mais administrável, de 3% ao ano. A meta era retornar aos níveis de CO2 na atmosfera de 350 partes por milhão, em comparação com seu nível atual de 392 ppm.
 
             O trabalho, intitulado “Tese Científica para Evitar a Perigosa Mudança Climática e Proteger os Jovens e a Natureza”, também afirma que o desafio está crescendo por causa da corrida acelerada para encontrar novas fontes de petróleo, gás e carvão mais difíceis de alcançar –nas profundezas oceânicas, no Ártico e nas reservas de xisto.
 
             Hansen disse que as atuais tentativas de limitar as emissões de carbono foram “completamente ineficazes”, especialmente o mecanismo de negociação de emissões da União Europeia adotado sob o Protocolo de Kyoto, que restringe quanto CO2 uma indústria pode emitir antes que tenha de pagar uma taxa por excesso de emissão.
 
             Sob a proposta de imposto global do carbono, o mecanismo de controle do uso de combustível fóssil seria tirado das mãos de países individuais influenciados pelas empresas de energia e de políticos ansiosos para ganhar eleições.
 
            “Não pode ser definido por mudanças individuais específicas; tem de ser uma taxa crescente e para todos sobre as emissões de carbono”, disse Hansen. “Não podemos simplesmente dizer que existe um problema climático e deixá-lo a cargo dos políticos. Eles estão tão claramente sob a influência da indústria de combustíveis fósseis que apresentam soluções absurdas, que não são soluções. Essa é a conclusão final.”
 

Tradução de LUIZ ROBERTO MENDES GONÇALVES, para o Jornal Folha de São Paulo.

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Sabedoria do cacique Juruna

Índio malandro

                O cacique Mário Juruna foi eleito deputado em 1982, pelo PDT carioca, e fez história, de gravador em punho, cobrando promessas e compromissos dos políticos com a causa indígena. Mas, curiosamente, o deputado Mário Juruna não nomeou índios xavantes para a sua assessoria; só escolheu brancos. A um repórter que perguntou o motivo, ele explicou:
               – Branco entende malandragem de branco.

***Texto de Cláudio Humberto, Jornal Hoje Em Dia / BH.

 

 

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Panteísmo e panenteísmo: distinção necessária

Leonardo Boff

Uma visão cosmológica radical e coerente afirma que o sujeito último de tudo o que ocorre é o próprio universo. É ele que faz emergir os seres, as complexidades, a biodiversidade, a consciência e os conteúdos desta consciência pois somos parte dele. Assim, antes de estar em nossa cabeça como idéia, a realidade de Deus estava no próprio universo. Porque estava lá, pôde irromper em nós. A partir desta compreensão se entende a imanência de Deus no universo. Deus vem misturado com todos os processos, sem perder-se dentro deles.  Antes, orienta a seta do tempo para a emergência de ordens cada vez mais complexas, dinâmicas (portanto, que se distanciam do equilíbrio para buscar novas adaptações) e carregadas de propósito. Deus comparece, na linguagem das tradições transculturais, como o Espírito criador e ordenador de tudo o que existe. Ela vem misturado com as coisas. Participa de seus desdobramentos, sofre com as…

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Dilma recomenda cautela a Lula

 

               A presidente Dilma Rousseff reuniu-se nesta sexta por duas horas e quarenta minutos na subsede da Presidência, na Avenida Paulista, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir a ele que tenha cautela ao incentivar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira – que investigará laços de políticos e agentes privados com o contraventor Carlos Augusto Ramos, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais. A presidente teme que as investigações respinguem em seu governo.

               Ao lado do presidente do PT, Rui Falcão, Lula tem sido um dos principais incentivadores da CPI do Cachoeira. Eles entendem que com a CPI será possível provar que não houve o mensalão – maior escândalo do governo do PT, ocorrido em 2005, em que parlamentares da base aliada votavam a favor de projetos de interesse do Palácio do Planalto em troca de uma remuneração mensal, conforme o relatório da CPI dos Correios.

               Embora não tenha se manifestado publicamente sobre a CPI, há informações de bastidores do governo de que Dilma acha que existe uma possibilidade forte de a CPI prejudicar sua administração. A visão é compartilhada por petistas mais comedidos, que temem a utilização da CPI como palco de vingança política.

               Essa ideia foi reforçada depois da volta de Dilma dos Estados Unidos. Recados do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e do senador Delcídio Amaral (PT-MS) que chegaram à presidente classificam a CPI como ‘de alto potencial destrutivo’.

             ‘O alcance dessa CPI é inimaginável. Só a empresa Delta Construções (que aparece nas gravações telefônicas feita pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e recebeu R$ 4,13 bilhões do governo federal por obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC) – está presente em quase todo o País, principalmente na construção e reforma de estradas’, disse o senador Delcídio. ‘Eu já fiz vários alertas sobre isso. Estão brincando com fogo’, afirmou ainda o senador petista.

                Delcídio foi o presidente da CPI dos Correios, que apurou o escândalo do mensalão, e sabe que, uma vez em funcionamento, o desdobramento das investigações é algo incontrolável.

                A conversa entre Lula e Dilma teve início às 15h10 e terminou às 17h50. Desta vez, o ex-presidente é que foi se encontrar com Dilma, no gabinete de trabalho da presidente em São Paulo.

                Para auxiliares da presidente, ela quis falar com Lula para demonstrar a preocupação com a CPI e com a agitação política que pode ocorrer no Senado, que ainda tem de votar projetos de interesse do governo. Entre eles, a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que permitirá a mudança no indexador que corrige as dívidas dos Estados com a União.

                Conforme bastidores do Planalto, a presidente tem recebido as informações sobre a CPI do Cachoeira sem mudar a expressão do rosto. Não faz comentários, apenas ouve. Os que a conhecem bem já conseguem interpretar a reação. Sempre que se mostra impassível, Dilma está dizendo que não gostou do que ouviu.

                 Entre os auxiliares mais próximos, Dilma deixou a impressão de que está aborrecida com a forma como o PT está se comportando em relação à CPI.

                 Primeiro, não concorda que as investigações possam servir para que o partido tente se vingar de uma parte dos meios de comunicação; segundo, acha que a agenda do governo tem caminhos próprios que envolvem acordos com a oposição e não é a mesma do PT; terceiro, não quer paralisar o Congresso.

                 ‘A CPI não tem nenhum objetivo de vingança, de acerto de contas. É um instrumento do Congresso para apurar circunstâncias que envolvam agentes políticos, agentes públicos ou privados’, disse Rui Falcão nesta sexta, em Belo Horizonte.

*** As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Piadas da hora

   O velho acaba de morrer. O padre encomenda o corpo e se rasga em elogios:
– O finado era um ótimo marido, um excelente cristão, um pai exemplar!!…
A viúva vira para um dos filhos e lhe diz ao ouvido:
– Vai até o caixão e veja se é mesmo o seu pai que tá lá dentro…

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Uma garota exuberante, com um decote enorme, entrou na igreja, ajoelhou e começou a rezar. Irritado, o padre se aproximou e disse:
– Senhorita, cubra os seus seios ou vai ter que sair da igreja!
Ela não deu bola. O padre insistiu:
– Senhorita, por favor, cubra os seus seios ou terá que sair da igreja!
A garota levantou-se, colocou as mãos na cintura e disse:
– Padre, eu tenho o direito divino!
E o padre, observando o decote:
– E o esquerdo também, mas se não cobrir vai ter que sair!

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Um circunspecto senhor, de cinquenta e poucos anos, chega do interior para um checkup médico na capital. Queixa-se dos males da meia idade. Depois de apalpar aqui, apertar ali, escutar acolá, o médico pergunta:
– Com que frequência o senhor tem relações sexuais?
– Uma a cada seis, oito, dez meses, mais ou menos.
– Muito pouco ! Eu, que sou mais velho que o senhor, ainda tenho uma ou duas vezes por semana !
– É, mas o senhor é médico na capital e eu sou padre no interior…

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   Um turista brasileiro pega uma rodovia em Portugal com destino a Madri. Em dúvida, ainda perto de Lisboa pergunta a um sujeito num posto de gasolina:
– Esta estrada vai para a Espanha?
– Oh raios, não sei, mas se for vai fazer muita falta para nós aqui!

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Os Estados Unidos, com toda a sua tecnologia, mandou um telegrama para Portugal:
– Detectamos movimento sismológico com epicentro em Lisboa. Sugerimos tomarem providências imediatas.
Passaram-se alguns dias e nada de Portugal responder ao telegrama. Os americanos ficaram preocupadíssimos e mandaram de novo:
– Detectamos movimento sismológico com epicentro em Lisboa. Sugerimos tomarem providências.
Nada, Portugal não respondia. Os americanos insistiram e mandaram outro, até que finalmente chegou a resposta dos portugueses:
– Detectamos o líder do Movimento Sismológico e o prendemos em Lisboa. Após muita tortura ele confessou tratar-se do tal de Epicentro. Só não prosseguimos com as investigações porque fomos atingidos por um forte terremoto que destruiu 70% da Capital!

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